Fazes-me tão bem

Sufoco-o e grita para o largar. A bússola que está em mim perdeu-se no tempo. Não sei o que seria de mim sem a sua felicidade. Sufoco-o ainda mais um pouco para gritar mais uma vez para o largar. Achas mesmo que o largo? A madeira range e eu sei para onde fugiu, está escondido na sala, naquele cantinho onde tanto leio e escrevo. As paredes brancas colocam-se do seu lado e não me querem contar os caminhos que o seu coração fez para eu o encontrar. Estou a segui-lo e encontro um papel no chão está quente amor, amo-o e estou farta de o procurar. Não me queres procurar tu? – Digo. Escondi-me também. E agora, será que me encontra? Oiço a voz dele – ah afinal conseguiu chegar até à cozinha sem o ver – onde estás, coração? Estou aqui, debaixo da cama, onde o amor ganha asas. Encontrou-me, como se soubesse tão bem os passos do meu coração. Puxou-me por uma perna enquanto os meus cabelos limpavam o pó que estava no chão e no meio daquilo tudo só consegui rir à gargalhada. Fazes-me tão bem. Pegou em mim e levou-me para a cozinha, cheirava a panquecas e claro que nelas derretia o mel que eu tanto gosto. Senti-me uma criança, sentada no balcão da cozinha com umas meias até ao joelho e uma camisa comprida às riscas, enquanto passava o meu dedo nas panquecas. Enquanto os nossos corações se mantinham assim, felizes.

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